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Produção de carrocerias de ônibus registra leve queda no trimestre

As perspectivas para o setor, contudo, são positivas devido a realização do pregão do programa Caminho da Escola e da provável aprovação do marco legal do transporte público, avalia Ruben Bisi, presidente da Fabus

Publicado em 14/04/2026 por Márcia Pinna

Arquivo/Divulgação
Arquivo/Divulgação

As encarroçadoras produziram 6.196 ônibus no primeiro trimestre do ano, de acordo com os dados divulgados pela Associação dos Fabricantes de Ônibus (Fabus). Em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram fabricadas 6.328 unidades, houve uma retração de cerca de 2,1%. Em março de 2026, foram produzidas 2.673 carrocerias, enquanto no mesmo mês do ano passado foram 2.429.

De acordo com Ruben Bisi, presidente da Fabus, o resultado deve ser visto como animador. "Temos algumas notícias boas para o setor, como a realização do leilão do programa Caminho da Escola hoje (14/03) com a licitação de 7.470 ônibus escolares, o que corresponde a cerca de 30% do mercado. O pregão foi adiado algumas vezes devido a questões ligadas ao impostos envolvidos, mas a sua realização agora é muito importante para a indústria", comenta.

Bisi acredita que as encomendas devem começar em breve, apesar de haver a possibilidade de recursos e questionamentos quanto ao pregão. "As entregas não devem ocorrer em sua totalidade neste ano, mas boa parte dos ônibus escolares já devem ser produzidos e entregues até o final de 2026. Isso já garante boa parte do mercado", avalia.

Outro aspecto positivo é a votação - e aprovação - do marco legal do transporte coletivo público (PL 3278/2021) que deve ocorrer ainda neste mês de abril. "Com a aprovação e a sanção presidencial, que é esperada por ser um projeto importante para o país, haverá mais segurança jurídica para que as prefeituras possam investir em mobilidade. O marco traz mais legalidade ao setor, sendo bastante positivo para a indústria", afirma Bisi.

O crescimento de 5,9% da produção de chassis para ônibus anunciado nesta semana pela Anfavea também é um dado favorável para as fabricantes. "Isso mostra que os compradores estão fazendo suas encomendas, mesmo com a atual taxa Selic. Esses números da indústria de chassis irão refletir na produção das encarroçadoras daqui dois ou três meses", explica o presidente da Fabus.

A possibilidade da inclusão dos ônibus em uma possível extensão do Move Brasil e a ampliação do financiamento pelo BNDES também indicam bons ventos para o mercado de ônibus. "A inclusão de outras tecnologias não poluentes no Fundo Clima seria interessante", diz Bisi.

Ranking

Nos primeiros três meses do ano, a Caio Induscar produziu 1.837 carrocerias, enquanto a Marcopolo fabricou 1.055 unidades e a Volare 823. Já a Mascarello registrou 912 unidades produzidas. A Neobus/Ciferal 817, a Comil 409, a Busscar 208 e a Irizar 135. Em março, a produção foi a seguinte: Caio 735 , Marcopolo 517, Volare 347, Neobus/Ciferal 418, Mascarello 330, Comil 189, Busscar 71 e Irizar 66.

A maior parte dos ônibus produzidos no trimestre é do segmento urbano 38,7%, seguido do rodoviário 26%, já os micro-ônibus representam 25,8% e os miniônibus 9,45%.


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